Pensemos numa situação hipotética: um funcionário de um depósito sofre uma lesão séria ao ver uma prateleira cair por cima dele mesmo. Não foi nada grave, mas o braço do empregado sofreu uma contusão mais séria. Pode não ser o braço que ele escreve, ou que usa para as atividades diárias na empresa, mas isso é o suficiente para que ele seja enquadrado na lista de beneficiários do auxílio doença – quantia reservada àqueles que sofrem lesões ou doenças no ambiente ocupacional ou no deslocamento do e para o trabalho.

Mas isso só não é suficiente. Não é apenas por se machucar que o governo irá depositar na conta deste, todo mês, o equivalente a 91% do benefício em sua conta. Para isso, um perito terá de analisar esta situação. Aí entra o papel do INSS, que vamos explicar a partir de agora:

Os peritos do INSS no auxílio-doença

Agendamento Auxílio Doença - Previdência Social INSS

Após sofrer o acidente, o funcionário deverá ligar, se necessário, para o 192 – o serviço de emergência. Isso é óbvio e latente. Mas caso isso não seja necessário (mas não o ajude a retomar as atividades como antes), o número a ser discado é outro: o 135, da central de agendamentos da previdência, onde ele marcar um agendamento com um perito do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS).

Para efetuar o cadastro e o agendamento auxílio doença – Previdência Social INSS, o interessado deve estar com os seguintes documentos ao alcance: a identidade, o CPF, o NIT (antigo PIS/PASEP) e, caso haja, algum relatório de origem médica. Estes comprovantes também devem ser levados na hora da consulta.

Após a perícia médica ficará constatado, na conclusão dada pelo avaliador, se realmente haverá a necessidade do benefício, que já ensinamos aqui como se calcula.

RECADO IMPORTANTE

Se reclama que o Brasil – e o povo brasileiro – adora tirar uma vantagem. É a famosa lei de Gérson, com inúmeros exemplos lá fora. E o auxílio-doença é um desses onde a hipótese de ganhar dinheiro fácil estará envolvida. Pois bem, pense duas vezes antes disso – e as razões são muitas.

A primeira é que tentar enganar a previdência é crime de estelionato e dá cadeia – um a cinco anos, além de multa.  A segunda, e principal, tem a ver com a questão moral: o dinheiro destinado ao pagamento vem dos cofres públicos, e é pago por gente como eu e você. Portanto não passe este mau exemplo para a frente.